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27 de junho de 2013

UEFA EURO 2016 com criatividade da Brandia Central

A Brandia Central foi a agência escolhida para desenvolver a marca UEFA EURO 2016 France, a qual foi apresentada hoje, 26, em Paris. "Em 2016 será o ano em que o futebol se converte em arte" é a ideia central por trás do projeto. O trabalho criativo desenvolvido pela agência é exposto no logótipo do campeonato. Um símbolo redondo que se mistura com vários componentes, desde os elementos inspirados na arte francesa, a elementos sugeridos pelos futebol e até mesmo a ícones de França.

A imagem deste campeonato irá conter elementos da arte francesa como estrelas, traços, linhas, figuras em harmonia com elementos tradicionais do futebol como os troféus, linhas de campos, que se misturam ainda com ícones de França como são as cores da bandeira ou os hexágonos do mapa do país.

Todos estes elementos conjugam-se num contexto festivo, o tipo de atmosfera que só se sente em eventos como este. Pois o objetivo é "celebrar a arte do futebol".

Pela primeira vez o torneio contará com a presença de 24 seleções que irão disputar o troféu Henri Delaunay.

Recorde-se que a agência também foi responsável por criar a marca UEFA EURO 2012 TM que combinava o desenvolvimento do futebol com o desabrochar de flores e o Poland Ukraine and European Qualifiers TM.

Ficha Técnica:
Creative Design Master - Miguel Viana
Main Designers – Patrick Santos, Carlos Constantino, Hélder Pombinho
Web Designer – Juliana Triães
Brand Voice – José Cerqueira
Art Worker – Rui Henrique
Strategist – Monika Mishalski
Brand Consulting Manager – Filipa Robalo
Consultant – Vanessa Henriques

Fonte: Brandia Central

30 de janeiro de 2013

Sport Life com novo design

A Sport Life apresenta-se em banca com novo design, “mais atrativo e clean”, que procura incentivar à leitura “mais fácil e direta”. A revista investiu também no reforço de conteúdos jornalísticos com reportagens e entrevistas sobre o rumo do desporto em Portugal. Esta renovação é acompanhada ainda de uma maior ligação entre o meio impresso e o digital, com o site a incluir alguns dos artigos da revista e a edição impressa a reproduzir algumas curiosidades do online.

Com 89.000 leitores por edição e mais de 20.000 fãs no Facebook, a Sport Life é propriedade do Grupo Motorpress, que publica mais de 150 revistas especializadas diferentes.

Fonte: Motorpress Lisboa

6 de agosto de 2012

Pop art de Warhol inspira FC Porto

Nos próximos dois anos a linha gráfica do FC Porto vai ser inspirada na pop art de Andy Warhol. A ideia foi desenvolvida pelo departamento de marketing do clube e será usada em suportes que vão desde as credenciais aos cartões de acesso, passando pelos convites e decoração da sala de imprensa.


Segundo um comunicado do clube a nova imagem "rompe com a linha seguida em anos anteriores e acompanha as mais recentes tendências do design gráfico, transmitindo uma imagem mais contemporânea, trendy e urbana".



A utilização de símbolos icónicos da história do clube reproduzidos com variações de cores reflete a inspiração da equipa de branding no movimento artístico pop art: os jogos de cor, o lettering escolhido e as formas características são exemplos bem visíveis. O FC Porto destaca-se, assim, pela diferenciação e sobretudo pelo refresh da sua imagem, refere o clube.



Durante os dois anos anteriores o mote foi a "Cidade FC Porto". O objetivo foi unir a cidade ao clube, de uma forma ilustrada e usando a fotografia onde foram coloridos os principais locais do Porto com bandeiras e cachecóis do clube.

Fonte: LPM

1 de agosto de 2012

Blug no rebranding da Taça Moçambique

A Blug foi a agência que ganhou o desenvolvimento do projecto de rebranding da Taça Moçambique Mcel, adiantou ao M&P Lourenço Lucena, executive head partner da agência. 

"A Taça de Moçambique Mcel é uma das mais importantes competições desportivas de Moçambique e a intervenção da Blug passou por potenciar a associação da marca, bem como dar a esta competição uma imagem mais forte e sustentada, garantindo desta forma mais projecção para a Mcel", comenta, ao M&P, o responsável. 

"As emoções positivas associadas ao desporto-rei reflectem um espírito de união e comunidade que é reforçado na conquista dos títulos. É essa ligação forte entre as pessoas em torno do futebol que quisemos potenciar para a Mcel", acrescenta Lourenço Lucena. A competição tem inicio este mês e termina em Fevereiro de 2013.

27 de julho de 2012

Como encarar este logótipo de Londres 2012?

No-go logo
broken swastika (a very punk one)
baseball-capped
consumer-crazy
skateboarding yoof
Zion (for Iranians, oh no…)

Esta é uma pequena amostra da controvérsia gerada em torno do logótipo concebido pela Wolff Olins para os Jogos Olímpicos de Londres 2012. Não é o primeiro caso, a mascote Cobi, de Mariscal, para os Jogos Olímpicos de Barcelona 1992, um cachorro de face dúbia, gerou uma onda de indignação. Eu próprio não gostei da chacota que Conan O´Brien fez com o casal de mascotes, Neve e Gliz, que criei para os Jogos Olímpicos de Inverno de Turim 2006. É quase impossível um ícone de grande amplitude medi­ática agradar a todos e é natural que, numa época caracterizada pela democratização da opinião, surjam ondas de criticismo popular, mais ou menos leviano, até porque agora toda a gente é criativa ou jornalista (especialmente no Facebook e no Twitter) levando­-me a concluir que, afinal, a democracia é foleira.

Há quatro anos, quando este logótipo foi apresen­tado não me agradou. Agora que, a poucos dias do ínicio dos Jogos, o M&P me pediu um artigo sobre ele, encontro-me novamente a contemplá-lo com a intenção de o defender, de descobrir algo mais que me tenha escapado, mas volto a não gostar. Aplico o princípio da designer Mary Lewis, “first catch the eye, then the heart, then the mind”, só que não passo do primeiro nível.

Faço batota e passo directo ao terceiro, “the mind”, lendo a justificação conceptual da Wolff Olins, “um repto às pessoas a se desafiarem a si próprias, a experimentarem coisas novas, a irem mais longe e a descobrirem novas possibilidades”. Nesse sentido, este símbolo olímpico é definido como “ousado e não convencional, deliberadamente audaz e inesperada­mente dissonante”, exprimindo Londres e o espírito olímpico, pela atitude e não por algum tipo de cono­tação icónica à cidade ou ao desporto “the emblem shows that the Games are more than London, more than sport.”

Então, se o novo, o não convencional e o inesperada­mente dissonante são o drive, se o que importa é estar para além de Londres e do que desporto, o que é que fica? O que é que vemos ou sentimos neste logótipo? Quando não há referência simbólica percebida (2012, por si só, não é distintivo de nada em particular) resta­-nos o prazer do olhar, formas e cores em harmonia com o nosso sentido de organização do caos (efeito Gestalt) que justificam o valor da abstracção e ao qual chamamos estética. Dois exemplos disso na arte, Mondrian e Rothko, dois exemplos disso nas marcas, Nike e Deutsche Bank. Mas nem no campo da pura abstracção estética, destituída de sentido figurativo, este logótipo nos dá prazer no olhar. Tudo o que temos é um monte de fragmentos volumosos, um símbolo visual que requer explicação, já que sem esta ele anda à deriva do que cada um possa pensar. Ora, um símbolo sem foco deixa de o ser e a diferença pela diferença é apenas pretenciosismo. Esperava-se mais da cidade criativa de Vidal Sassoon, Neville Brody, Paul Smith, Alexander McQueen, Vivienne Easwood… Visionários assim criaram a tal diferença proclamada pela Wolff Olins, mas com substância, conferindo a Londres uma identidade distintiva, simultaneamente conservadora, pop, excêntrica e visionária.

De qualquer modo, um logótipo é apenas uma síntese visual de um universo de experiências, a marca, sendo que em muitos casos não constitui o elemento com maior destaque. Por exemplo, a garrafa da Coca-cola assume maior protagonismo que o logótipo da marca e o mesmo acontece com o nosso eléctrico amarelo em relação ao símbolo da Carris. Nesse sentido, prefiro analisar os logótipos desdobrados numa expe­riência multifacetada, em coerência com um conjunto de códigos de marca de amplitude multissensorial que incluem tipografia, cores, imagens, sinais, textos, filmes, sons e materiais. Como até agora não detectei algo de particularmente relevante quanto ao desdo­bramento de aplicações deste logótipo, vou dar o benefício da dúvida enquanto aguardo pelo começo dos Jogos.

Deixei para o fim o aspecto que considero mais posi­tivo neste logótipo, o facto de ser o mesmo dos Jogos Paraolímpicos, contrariando a convenção de cada um dos eventos ter a sua própria identidade visual. Aqui sim, temos o melhor sinal de agregação dos povos e do espírito olímpico, porque há atitudes que fazem mais por uma marca que certos logótipos.

Artigo de opinião de Pedro Albuquerque, partner da Albuquerque Designing Business